Gracinda's profilePasseando pela vida...PhotosBlogListsMore ![]() | Help |
Vou viajar de novo!Há coisas que acontecem na vida da gente que parecem avisos… avisos difíceis de ultrapassar! Há pessoas que tomam esses acontecimentos como avisos para que não prossigam, para que não vão em frente, deixem de lado projectos arrojados porque não é o momento certo. O medo é universal e compreensível, mas não posso deixar que ele se apodere de tudo, muito menos que se apodere de mim! Claro que depois de dar uma “pirueta” no ar (entenda-se duplo mortal) com a minha motita, parte da minha confiança ficou enfraquecida, mas não posso deixar de prosseguir! Tive um ano esgotante, em que trabalhei demais até ao último momento (leia-se: estou a trabalhar como uma moura pois o ano ainda não acabou!) sinto que devo prosseguir com o meu projecto de viagem, até por uma questão de sanidade mental! Há algum tempo que não arriscava a partir sozinha para longe ou, pelo menos, por algum tempo, e este ano planeei faze-lo duas vezes. Uma realizou-se na semana Santa ao fazer a Ruta de la Plata, a outra vai realizar-se durante todo o mês de Agosto. Apesar do azar, (entenda-se asneira) que tive ao destruir a minha motita, a vida compõe-se e a viagem vai realizar-se! Frase do dia
"Existem três tipos de Estado: o Estado a que isto chegou" O dia em que eu destrui a minha motita...
O dia que seria de passeio, descanso e prazer, converteu-se no dia do pesadelo! Há tanto tempo que nada grave acontecia que eu pensava que o pior que me podia acontecer seria deixar cair a mota para o lado… mas havia muito pior do que isso para acontecer! A minha motita querida, a minha amiga de todos os dias destruiu-se! Conduzi-a por maus caminhos e ela não resistiu. Há momentos em que o futuro da embarcação está na mão do capitão e ele não toma a decisão certa… Eu vi que aquele caminho não era coisa boa para ela, eu vi-o piorar e não voltei para trás a tempo… destrui a minha menina! Mas ela não me abandonou um único momento! Depois de duas piruetas monumentais, depois de me enterrar a mim e a ela na areia, voltou a andar, como se nada lhe tivesse acontecido, mal a puseram de pé e lhe deram um jeito aos plásticos! Voltou a andar como se não estivesse toda partida e se mais de metade de si não estivesse torto, partido, rachado ou arranhado! E continuou a ser o espectáculo de sempre ao percorrer os 300km que nos separavam de casa. Hoje estou infeliz mas de perfeita saúde à espera que ela se recomponha do mal que lhe fiz e já estou cheia de saudades apesar de conduzir uma “prima” Pan 1100. Nada se compara à minha querida motita! Este Miguel Esteves Cardoso é demais!«Só quando os homens chegam a uma certa idade é que podem dizer com certeza que as mulheres são melhores do que eles em tudo - mesmo na bola, a carregar pianos, a lutar com jacarés ou nas outras coisas em que ganhávamos quando éramos mais novos e brutos e fortes. Quando se é adolescente, desconfia-se que elas são melhores. Nos vintes, fica-se com a certeza. Nos trintas, aprende-se a disfarçar. Nos quarentas, ganha-se juízo e desiste-se. Nos cinquentas, começa-se a dar graças a Deus que seja assim. Os homens que discordam são os que não foram capazes de aprender com as mulheres (por exemplo, a serem homenzinhos), por medo ou vaidade ou estupidez. Geralmente as três coisas. Desde pequenino, habituei-me que havia sempre pelo menos uma mulher melhor do que eu. Começou logo com a minha linda e maravilhosa mãe, cuja superioridade - que condescendia, por amor, em esconder de vez em quando - tem vindo a revelar-se cada vez mais. As mulheres são melhores e estão fartas de sabê-lo. Mas, como os gatos, sabem que ganham em esconder a superioridade. Os desgraçados dos cães, tal como os homens, são tão inseguros e sedentos de aprovação que se deixam treinar. Resultado: fartam-se de trabalhar e de fazer figuras tristes, nas casas e nas caças e nos circos. Os gatos, sendo muito mais inteligentes, acrobatas e jeitosos, sabem muito bem que o exibicionismo vão leva à escravatura vil. Isto não é conversa de engate. Mas é a verdade. E é bonita. »
Miguel Esteves Cardoso "O Norte" por Miguel Esteves Cardoso'Primeiro, as verdades. O Norte é mais Português que Portugal. As minhotas são as raparigas mais bonitas do País. O Minho é a nossa província mais estragada e continua a ser a mais bela. As festas da Nossa Senhora da Agonia são as maiores e mais impressionantes que já se viram. Viana do Castelo é uma cidade clara. Não esconde nada. Não há uma Viana secreta. Não há outra Viana do lado de lá. Em Viana do Castelo está tudo à vista. A luz mostra tudo o que há para ver. É uma cidade verde-branca. Verde-rio e verde-mar, mas branca. Em Agosto até o verde mais escuro, que se vê nas árvores antigas do Monte de Santa Luzia, parece tornar-se branco ao olhar. Até o granito das casas. No Norte a comida é melhor. O vinho é melhor. O serviço é melhor. Os preços são mais baixos. Não é difícil entrar ao calhas numa taberna, comer muito bem e pagar uma ninharia. Estas são as verdades do Norte de Portugal. Mas há uma verdade maior. É que só o Norte existe. O Sul não existe. As partes mais bonitas de Portugal, o Alentejo, os Açores, a Madeira, Lisboa, et caetera, existem sozinhas. O Sul é solto. Não se junta. Não se diz que se é do Sul como se diz que se é do Norte. No Norte dizem-se e orgulham-se de se dizer nortenhos. Quem é que se identifica como sulista? No Norte, as pessoas falam mais no Norte do que todos os portugueses juntos falam de Portugal inteiro. Os nortenhos não falam do Norte como se o Norte fosse um segundo país. Não haja enganos. Não falam do Norte para separá-lo de Portugal. Falam do Norte apenas para separá-lo do resto de Portugal. Para um nortenho, há o Norte e há o Resto. É a soma de um e de outro que constitui Portugal. Mas o Norte é onde Portugal começa. Depois do Norte, Portugal limita-se a continuar, a correr por ali abaixo. Deus nos livre, mas se se perdesse o resto do país e só ficasse o Norte, Portugal continuaria a existir. Como país inteiro. Pátria mesmo, por muito pequenina. No Norte. Em contrapartida, sem o Norte, Portugal seria uma mera região da Europa. Mais ou menos peninsular, ou insular. É esta a verdade. Lisboa é bonita e estranha mas é apenas uma cidade. O Alentejo é especial mas ibérico, a Madeira é encantadora mas inglesa e os Açores são um caso à parte. Em qualquer caso, os lisboetas não falam nem no Centro nem no Sul - falam em Lisboa. Os alentejanos nem sequer falam do Algarve - falam do Alentejo. As ilhas falam em si mesmas e naquela entidade incompreensível a que chamam, qual hipermercado de mil misturadas, Continente. No Norte, Portugal tira de si a sua ideia e ganha corpo. Está muito estragado, mas é um estragado português, semi-arrependido, como quem não quer a coisa. O Norte cheira a dinheiro e a alecrim. O asseio não é asséptico - cheira a cunhas, a conhecimentos e a arranjinho. Tem esse defeito e essa verdade. Em contrapartida, a conservação fantástica de (algum) Alentejo é impecável, porque os alentejanos são mais frios e conservadores (menos portugueses) nessas coisas. O Norte é feminino. O Minho é uma menina. Tem a doçura agreste, a timidez insolente da mulher portuguesa. Como um brinco doirado que luz numa orelha pequenina, o Norte dá nas vistas sem se dar por isso. As raparigas do Norte têm belezas perigosas, olhos verdes-impossíveis, daqueles em que os versos, desde o dia em que nascem, se põem a escrever-se sozinhos. Têm o ar de quem pertence a si própria. Andam de mãos nas ancas. Olham de frente. Pensam em tudo e dizem tudo o que pensam. Confiam, mas não dão confiança. Olho para as raparigas do meu país e acho-as bonitas e honradas, graciosas sem estarem para brincadeiras, bonitas sem serem belas, erguidas pelo nariz, seguras pelo queixo, aprumadas, mas sem vaidade. Acho-as verdadeiras. Acredito nelas. Gosto da vergonha delas, da maneira como coram quando se lhes fala e da maneira como podem puxar de um estalo ou de uma panela, quando se lhes falta ao respeito. Gosto das pequeninas, com o cabelo puxado atrás das orelhas, e das velhas, de carrapito perfeito, que têm os olhos endurecidos de quem passou a vida a cuidar dos outros. Gosto dos brincos, dos sapatos, das saias. Gosto das burguesas, vestidas à maneira, de braço enlaçado nos homens. Fazem-me todas medo, na maneira calada como conduzem as cerimónias e os maridos, mas gosto delas. São mulheres que possuem; são mulheres que pertencem. As mulheres do Norte deveriam mandar neste país. Têm o ar de que sabem o que estão a fazer. Em Viana, durante as festas, são as senhoras em toda a parte. Numa procissão, numa barraca de feira, numa taberna, são elas que decidem silenciosamente. Trabalham três vezes mais que os homens e não lhes dão importância especial. Só descomposturas, e mimos, e carinhos. O Norte é a nossa verdade. Ao princípio irritava-me que todos os nortenhos tivessem tanto orgulho no Norte, porque me parecia que o orgulho era aleatório. Gostavam do Norte só porque eram do Norte. Assim também eu. Ansiava por encontrar um nortenho que preferisse Coimbra ou o Algarve, da maneira que eu, lisboeta, prefiro o Norte. Afinal, Portugal é um caso muito sério e compete a cada português escolher, de cabeça fria e coração quente, os seus pedaços e pormenores. Depois percebi. Os nortenhos, antes de nascer, já escolheram. Já nascem escolhidos. Não escolhem a terra onde nascem, seja Ponte de Lima ou Amarante, e apesar de as defenderem acerrimamente, põem acima dessas terras a terra maior que é o 'O Norte'. No Porto, dizem que as pessoas de Viana são melhores do que as do Porto. Em Viana, dizem que as festas de Viana não são tão autênticas como as de Ponte de Lima. Em Ponte de Lima dizem que a vila de Amarante ainda é mais bonita. O Norte não tem nome próprio. Se o tem não o diz. Quem sabe se é mais Minho ou Trás-os-Montes, se é litoral ou interior, português ou galego? Parece vago. Mas não é. Basta olhar para aquelas caras e para aquelas casas, para as árvores, para os muros, ouvir aquelas vozes, sentir aquelas mãos em cima de nós, com a terra a tremer de tanto tambor e o céu em fogo, para adivinhar. O nome do Norte é Portugal. Portugal, como nome de terra, como nome de nós todos, é um nome do Norte. Não é só o nome do Porto. É a maneira que têm de dizer 'Portugal' e 'Portugueses'. No Norte dizem-no a toda a hora, com a maior das naturalidades. Sem complexos e sem patrioteirismos. Como se fosse só um nome. Como 'Norte'. Como se fosse assim que chamassem uns pelos outros. Porque é que não é assim que nos chamamos todos?' Frase do dia!
90 PESSOAS APANHAM A GRIPE SUINA E TODO O MUNDO QUER USAR MÁSCARA! Liberdade de Paul Éluard Nos meus cadernos de escola, Sobre a carteira, nas árvores, Sobre a neve, sobre a areia — escrevo o teu nome Em toda a página lida, Em toda a página em branco, Sem papel, na pedra ou na cinza — escrevo o teu nome Sobre as gravuras douradas, Sobre as armas dos guerreiros, Sobre a coroa dos reis — escrevo o teu nome Na floresta e no deserto, Sobre os ninhos, sobre as gestas, Nos ecos da minha infãncia — escrevo o teu nome Nas maravilhas das noites, No pão branco das jornadas, Nas estações de noivado — escrevo o teu nome Nos fiapos de azul-celeste, No tanque solar bolor, No lago lua vibrante — escrevo o teu nome Nos campos, nos horizontes, Nas asas dos passarinhos, Sobre os moinhos de sombras — escrevo o teu nome Em cada sopro de aurora, Sobre o mar, sobre os navios, Na insensatez das montanhas — escrevo o teu nome Nas nuvens soltas revoltas, Na tormenta transpirada, Na chuva insistente e boba — escrevo o teu nome Sobre as formas cintilantes, Nas campânulas de cores, Por sobre a verdade física — escrevo o teu nome Sobre as veredas despertas, Nos caminhos desdobrados, Sobre as praças transbordantes — escrevo o teu nome Na lâmpada que se acende, Na lâmpada que se apaga, Nas casas cheias de gente — escrevo o teu nome No fruto cortado em dois, O do espelho e o do meu quarto, Na concha sem mim depois — escrevo o teu nome No meu cão terno e guloso, Mas sempre de orelha em pé E patas destrambelhadas — escrevo o teu nome No trampolim da minha porta, Nos objectos familiares, Nas línguas do lume bento — escrevo o teu nome Em toda a carne acordada, Na fronte dos meus amigos, Em cada mão que me afaga — escrevo o teu nome Na vidraça das surpresas, Sobre os lábios expectantes, Muito acima do silêncio — escrevo o teu nome Nos refúgios descobertos, Nos maus faróis desmontados, Nas paredes do meu tédio — escrevo o teu nome Sobre a ausência do desejo, Sobre a solidão desnudada, Nos descaminhos da morte — escrevo o teu nome No retorno da saúde, No risco que se correu, Na esperança sem lembrança — escrevo o teu nome E, pelo poder de um nome, Começo a viver de facto: Nasci para te conhecer e te chamar LIBERDADE. Poesia no Forum Fz!A propósito de no Forum FZ (Yamaha) não haver a opção com a designação da minha mota para a definir no meu perfil:
Amazona, isso tem fácil explicação...
quando o forum foi criado ninguem podia prever que alguém tão jubilado viesse aqui se inscrever Pensamos em quase todas de lambretas a ducatis com duas e três rodas muito caras ou quase gratis Mas ninguém imaginou naquela que apaixona nessa mota que comprou a amiga Amazona Moderador Geral do Forum
Uma mota fenomenal
A da amiga Amazona. Em estrada não há igual, Tanto a mota, como a dona. Neste Forum das FZ's Que é um sítio decente, Pode entrar mais gente Com outras motas, sem porquês. Só quero dizer a vocês Que não devem levar a mal Haver outro pessoal Com outra mota ou ideia, Porque, no caso Pan Europeia É uma mota fenomenal. Come km's de estrada Sem nunca se queixar. Só óleo e pneus mudar E fica logo renovada. Quem tem assim uma montada E um bom capacete na mona Não dá ares de trapalhona (Muito pelo contrário), Mas que bom que é o calvário Da amiga Amazona. Sempre bem apetrechada Pronta p'ra qualquer viagem, Muitos arrumos p'rá bagagem E mesmo assim vai folgada. Isto sim! É montada Para percorrer Portugal, Bragança, setúbal, Alandroal E o mais que se quiser. Mas...venha lá quem vier.... Em estrada não há igual. Olhem, eu falo por mim.... Mas, se tivesse dinheiro Percorria o mundo inteiro Com uma montada assim. O mundo não teria fim, Numa viagem brincalhona Que a qualquer um apaixona Sem querer mais parar. Elas, foram feitas para viajar, Tanto a mota, como a dona. Moderador Global
(Luis do Ceu)
Perder no TempoFernando Pessoa
Um dia a maioria de nós irá separar-se. Sentiremos saudades de todas as conversas jogadas fora, das descobertas que fizemos, dos sonhos que tivemos, dos tantos risos e momentos que partilhamos. Saudades até dos momentos de lágrimas, da angústia, das vésperas dos finais de semana, dos finais de ano, enfim… do companheirismo vivido. Sempre pensei que as amizades continuassem para sempre. Hoje não tenho mais tanta certeza disso. Em breve cada um vai para seu lado, seja pelo destino ou por algum desentendimento, segue a sua vida. Talvez continuemos a nos encontrar, quem sabe…nas cartas que trocaremos. Podemos falar ao telefone e dizer algumas tolices… Aí, os dias vão passar, meses…anos… até este contacto se tornar cada vez mais raro. Vamo-nos perder no tempo…. Um dia os nossos filhos verão as nossas fotografias e perguntarão: - “Quem são aquelas pessoas?” Diremos…que eram nossos amigos e…… isso vai doer tanto! “Foram meus amigos, foi com eles que vivi tantos bons anos da minha vida!” A saudade vai apertar bem dentro do peito. Vai dar vontade de ligar, ouvir aquelas vozes novamente…… Quando o nosso grupo estiver incompleto… reunir-nos-emos para um último adeus de um amigo. E, entre lágrima abraçar-nos-emos. Então faremos promessas de nos encontrar mais vezes daquele dia em diante. Por fim, cada um vai para o seu lado para continuar a viver a sua vida, isolada do passado. E perder-nos-emos no tempo….. Por isso, fica aqui um pedido deste humilde amigo: não deixes que a vida passe em branco, e que pequenas adversidades sejam a causa de grandes tempestades…. Eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos!” A felicidade exige valentia."Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes mas, não esqueço de que minha vida é a maior empresa do mundo, e posso evitar que ela vá à falência. Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise. Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar um autor da própria história. É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma. É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida. Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos. É saber falar de si mesmo. É ter coragem para ouvir um "não". É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta. Pedras no caminho? Guardo todas, um dia vou construir um castelo..."
Fernando Pessoa 70º aniversário da sua morte Será??"Preferia perder meu melhor amigo ao pior inimigo.
Para ter amigos, só é preciso boa índole;
mas quando o homem não tem mais inimigos,
certamente há algo desprezível nele".
(Oscar Wilde) Elogio ao Amorpor Miguel Esteves Cardoso
Quero fazer o elogio do amor puro. Parece-me que já ninguém se apaixona de verdade. Já ninguém quer viver um amor impossível. Já ninguém aceita amar sem uma razão. Hoje as pessoas apaixonam-se por uma questão de prática. Porque dá jeito. Porque são colegas e estão ali mesmo ao lado. Porque se dão bem e não se chateiam muito. Porque faz sentido. Porque é mais barato, por causa da casa. Por causa da cama. Por causa das cuecas e das calças e das contas da lavandaria. Hoje em dia as pessoas fazem contratos pré-nupciais, discutem tudo de antemão, fazem planos e à mínima merdinha entram logo em "diálogo". O amor passou a ser passível de ser combinado. Os amantes tornaram-se sócios. Reúnem-se, discutem problemas, tomam decisões. O amor transformou-se numa variante psico-socio-bio-ecológica de camaradagem. A paixão, que devia ser desmedida, é na medida do possível. O amor tornou-se uma questão prática. O resultado é que as pessoas, em vez de se apaixonarem de verdade, ficam "praticamente" apaixonadas. Eu quero fazer o elogio do amor puro, do amor cego, do amor estúpido, do amor doente, do único amor verdadeiro que há, estou farto de conversas, farto de compreensões, farto de conveniências de serviço. Nunca vi namorados tão embrutecidos, tão cobardes e tão comodistas como os de hoje. Já ninguém se apaixona? Já ninguém aceita a paixão pura, a saudade sem fim, a tristeza, o desequilíbrio, o medo, o custo, o amor, a doença como um cancro a comer-nos o coração e que nos canta no peito ao mesmo tempo? O amor é uma coisa, a vida é outra. O amor não é para ser uma ajudinha. Não é para ser o alívio, o repouso, o intervalo, a pancadinha nas costas, a pausa que refresca, o pronto-socorro da tortuosa estrada da vida, o nosso "dá lá um jeitinho sentimental". Odeio esta mania contemporânea por sopas e descanso. Odeio os novos casalinhos. Para onde quer que se olhe, já não se vê romance, gritaria, maluquice, facada, abraços, flores. O amor fechou a loja. Foi trespassada ao pessoal da pantufa e da serenidade. Amor é amor. É essa a beleza. É esse o perigo. O nosso amor não é para nos compreender, não é para nos ajudar, não é para nos fazer felizes. Tanto pode como não pode. Tanto faz. É uma questão de azar. O nosso amor não é para nos amar, para nos levar de repente ao céu, a tempo ainda de apanhar um bocadinho de inferno aberto. O amor é uma coisa, a vida é outra. A vida às vezes mata o amor. A "vidinha" é uma convivência assassina. O amor puro não é um meio, não é um fim, não é um princípio, não é um destino. O amor puro é uma condição. Tem tanto a ver com a vida de cada um como o clima. O amor não se percebe. Não dá para perceber. O amor é um estado de quem se sente. O amor é a nossa alma. É a nossa alma a desatar. A desatar a correr atrás do que não sabe, não apanha, não larga, não compreende. O amor é uma verdade. É por isso que a ilusão é necessária. A ilusão é bonita, não faz mal. Que se invente e minta e sonhe o que quiser. O amor é uma coisa, a vida é outra. A realidade pode matar, o amor é mais bonito que a vida. A vida que se lixe. Num momento, num olhar, o coração apanha-se para sempre. Ama-se alguém. Por muito longe, por muito difícil, por muito desesperadamente. O coração guarda o que se nos escapa das mãos. É durante o dia e durante a vida, quando não está lá quem se ama, não é ela que nos acompanha - é o nosso amor, o amor que se lhe tem. Não é para perceber. É sinal de amor puro não se perceber, amar e não se ter, querer e não guardar a esperança, doer sem ficar magoado, viver sozinho, triste, mas mais acompanhado de quem vive feliz. Não se pode ceder. A vida é uma coisa, o amor é outra. A vida dura a vida inteira, o amor não. Só um mundo de amor pode durar a vida inteira. E valê-la também. À SuiçaTal como o caçador afadigado, por Gonçalves de Magalhães / Genebra, 11 de outubro de 1834 Um dia você aprende! (tradução brasileira)
Depois de algum tempo, você aprende a diferença, E você aprende que amar não significa apoiar-se E começa a aprender que beijos não são contratos E começa a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida e olhos adiante, E aprende a construir todas as suas estradas no hoje Depois de um tempo, você aprende que o sol queima E aprende que não importa o quanto você se importe, E aceita que não importa quão boa seja uma pessoa, Aprende que falar pode aliviar dores emocionais. Descobre que leva anos para se construir confiança Aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer, E o que importa não é o que você fez na vida. E que bons amigos são a família que nos permitiram escolher. Aprende que não temos que mudar de amigos Percebe que seu melhor amigo e você podem fazer qualquer coisa, Descobre que as pessoas com quem você mais se importa na vida Aprende que as circunstâncias e os ambientes têm influência sobre nós, Começa a aprender que não deve comparar-se com os outros, Descobre que leva muito tempo para tornar-se a pessoa que quer, e que o tempo é curto. Aprende que não importa aonde já chegou, Aprende que, ou você controla seus actos ou eles o controlarão, Aprende que heróis são pessoas que fizeram o que era necessário fazer, Aprende que paciência requer muita prática. Descobre que algumas vezes a pessoa que você espera que o chute quando você cai Aprende que maturidade tem mais a ver com os tipos de experiência que se teve Aprende que há mais dos seus pais em você do que você supunha. Aprende que nunca se deve dizer a uma criança que sonhos são bobagens, Aprende que quando está com raiva tem o direito de estar com raiva, Descobre que, se porque alguém não o ama do jeito que você quer que ame, Aprende que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém, Aprende que com a mesma severidade com que julga, Aprende que não importa em quantos pedaços seu coração foi partido, Aprende que o tempo não é algo que possa voltar atrás. Portanto, plante seu jardim e decore sua alma, E você aprende que realmente pode suportar... E que realmente a vida tem valor Nossas dádivas são traidoras
William Shaskespeare mas dizem que é de
After a While By Veronica Shoffstall
And you learn that love doesn't mean leaning and And you begin to learn that kisses aren't contracts And you begin to accept your defeats with your head And you learn to build all your roads on today After a while you learn that even sunshine burns if So plant your own garden and decorate your own And you learn that you really can endure... That you really are strong, And you really do have worth. Quando os génios escrevem...Pode ser que um dia deixemos de nos falar...
|
|
|